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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dificuldades e Problemas da Carreira Acadêmica no Brasil

Nesses dias houve uma discussão em grupo do Facebook sobre a dificuldade da carreira acadêmica para estudantes das classes sociais mais baixas. Eu já escrevi algo parecida na minha breve despedida ano passado. Principalmente da dificuldade financeira que alunos de renda baixa encontram na sua permanência nas Universidade Públicas(irei comentar mais sobre isso em futuro post). Desta forma decidir escrever alguns pontos da dificuldade de seguir a vida Acadêmica(Docência, Pesquisa e Orientação) no Brasil, posteriormente darei minha opinião pessoal.


  • Regularização da Carreira Pesquisador

Um dos maiores problemas e debate aqui no país é na não profissionalização de cientista(pesquisador). Sim, existem pessoas trabalhando como pesquisadores(recebendo bolsas e sem nenhum direito assegurado) nos poucos(e falidos) Institutos de Pesquisa. Contudo, não há uma legislação que garanta que uma carreira científica no país, pois a grande maioria da pesquisa realizada é feito dentro das Universidades(pública) por professores, ou seja, não existe cientista no ponto de vista da legislação trabalhista atual. Isso acaba tornando-se um grande problema dentro dessas instituições porque a grande maioria tem um formação pura científica e pouca formação pedagógica em si. Já tive professores péssimos porque como ele mesmo dizia, odiava dá aula, mas era obrigado acarretando na em problema graves dentro da universidade.

Professor x Pesquisador: Dedicação exclusiva é um problema?
O problema dessa falta de regulamentação pode ser agravar com a falta de vagas nas universidade, pois hoje para conseguir alguma "estabilidade" é preciso ser docente de alguma instituição de ensino. Porque mesmo naqueles Institutos de Pesquisa mencionado as pessoas ganham em sua maioria bolsas e essa remuneração não é nenhum pouco estável vide os cortes que estão acontecendo por todo lado[1]. O texto da neurocientista Suzana Herculano, Regulamentação da Profissão Cientista, que ela comenta a importância dessa iniciativa para ciência Brasileira, entretanto, por outro lado há uma resistência de alguns cientista até mesmo de conselhos prestigiados, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência que quer manter atual situação[2]. 

  • PesquisaxSociedade: Para que(m) serve o teu conhecimento?

O Atila do Canal Nerdologia e pesquisador em virologia escreveu em seu blog[3] um texto fantástico sobre, A Crise da Ciência no Brasil, um dos seus argumento mais recorrentes é que o "povão" que paga tudo, pois a ciência no Brasil é quase em sua totalidade financiada pelo Governo[veja o vídeo do Pirula]. Desconhece totalmente o que o cientista faz não há qualquer divulgação científica das instituições de Ensino e Pesquisa(salve raras exceções claro), do que é realizado dentro do meio acadêmico. A sociedade que financia pesquisas não tem acesso ao conteúdo do que está pagando, porque a Ciência Brasileira não tem uma cultura de divulgar e ainda alguns acreditam que deva ser assim mesmo, até porque não teriam obrigação para fazer isso. 

"O mundo da pesquisa ainda está muito longe da realidade das pessoas."
Essa mentalidade que a maioria dos pesquisadores(docentes) brasileiros possuem acabam auxiliando , na propagação da ideia que cientistas são "loucos" e gastam dinheiro público com nada útil para o país. Esse pensamento que muitas pessoas da população em geral podem ter é bem compreensível vemos poucos cientistas falando sobre suas pesquisas e nem sempre é um discurso interessante para o público leigo, entretanto, como o Atila argumentou no seu texto é muito importante a divulgação científica porque o político também é leigo e caso precise cortar verba é muita mais fácil cortar de algo que não tenha utilidade, pelo menos que ele entende assim. Também é possível citar a NASA que deva ser a instituições que faz mais divulgação no mundo e ela necessita fazer isso, pois quanto mais causa comoção da sociedade americana mais chance de conseguir verba para pesquisa.

  • Elitismo da Carreira Acadêmica
No começo do post falei que a motivação desse texto foi uma discussão, sobre a dificuldade dos alunos de baixa renda encontram dentro da universidade consequentemente na carreira acadêmica. Quando você ingressa numa universidade pública apesar de não existir mensalidade, porém há alguns gastos consideráveis as federais em geral se encontram perto da capital de cada estado do país. Dessa forma uma boa parte dos alunos precisam de mudar para cidade ou região perto que se encontra a instituição(como é meu caso), assim é preciso de moradia então há um gasto com aluguel e claro tem a alimentação. Nesse caso de alunos fora o gasto gira em torno de R$ 600,00~R$ 700,00, a bolsa de iniciação científica, que é o primeiro contato que um aluno de graduação pode ter com a carreira acadêmica tende ser R$ 400,00. Ou seja, com apenas com a bolsa de iniciação científica você não conseguiria se manter dentro da universidade. Mas alguém poderia argumentar que o aluno teria de arrumar um emprego, entretanto, para concessão de bolsa de Iniciação Científica é preciso não ter nenhum vínculo empregatício e uma dedicação de 20 horas semanais, além de alguns cursos de graduação são período integrais.

Desigualdade está por toda parte da sociedade.

A carreira acadêmica exigem uma dedicação praticamente exclusiva de realizar pesquisa e estudos(tanto para graduação e pós), pois você tem matérias para cursar. Sem um apoio financeiro por trás para realizar apenas essas atividade fica mais complexo manter a excelência que a carreira exige. Porque diferente do Mercado seu histórico e sua produção científica tem grande importância no momento de solicitar bolsas. Hoje temos ainda uma elite com as maiores chances de conseguir chegar até o final do doutorado, por causa desses problemas financeiros.

Campanha de conscientização da UFJF. 

Meu grande objetivo, como já dito antes, da criação desse blog é compartilhar minha experiências de aspirante a cientista e meu caminho até se torna um, além de escrever sobre divulgação científica e como vocês viram é muito importante que as pessoas dentro da acadêmia faça! Portanto, vai ter momentos de altos e baixos durante esse percurso, todavia tenho certeza que algumas coisas que aprenderei serão fenomenais, na verdade algo que me faz querer cientista é tentar sanar toda minha curiosidade sobre o Universo, pois quando você faz Ciência o prazer de descobrir e naquele momento ser o primeiro a saber e ver aquilo é inacreditável. Apesar de todos essas dificuldade e problemas que citei aqui, meu sonho de torna-se cientista ainda continua bem vivo. Nos próximos meses começarei um novo capítulo então aguarde novidades!

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Referência Bibliográfica e links interessantes:
[1] http://posgraduando.com/capes-corte-verba-custeio-pos-graduacao/
[2] http://www.sbpcnet.org.br/site/noticias/materias/detalhe.php?id=4055
[3] http://scienceblogs.com.br/rainha/

https://www.youtube.com/watch?v=23fWUO-Z1go  // ótimo vídeo do pirula falando dos problemas da ciência brasileira
http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2013/6/17/profissionalizaco-do-cientista-o-que-e-e-o-que-no-e.html  // texto e vídeo da neurocientista Suzana Herculano argumentando sobre a importância da regulamentação do profissão cientista.
http://jovemnerd.com.br/nerdcast/nerdcast-475-profissao-cientista/  // nercast(podcast) sobre profissão cientista 
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/CIENCIA-E-TECNOLOGIA/488147-AUDIENCIA-DISCUTIRA-POSSIVEL-REGULAMENTACAO-DA-PROFISSAO-DE-CIENTISTA.html  // ultima notícia que achei falando da regulamentação da profissão cientista na câmara.
http://scienceblogs.com.br/dragoesdegaragem/2012/09/dragoes-de-garagem-1-carreira-academica-graduacao/  // outro podcast que recomendo muito sobre ciência e divulgação científica.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O que são Monocristais(Bolinhos)?

Nos últimos post eu comentei muito sobre minha pesquisa com monocristais, entretanto, não comentei detalhadamente o que é exatamente um bolinho monocristal. Tentarei abordar as definições sem muito formalismo ou definições mais técnicos, pois eu também ainda estou estudando rede cristalina e ciência dos materiais. Como de costume no final do post irei deixar algumas referências para mais detalhes.

Primeiramente iremos vê algumas estruturas de alguns tipos de cristais e assim será mais simples fazemos uma comparação e chegar as definições.


  • Monocristais
Um monocristal tem uma rede cristalina fixa indiferente da posição que você observa sua rede cristalina a imagem abaixo mostra muito bem a configuração da célula unitária* em dois e três dimensões de um monocristal. Para o estudo ciência dos matérias, quanto para física da matéria condensada a orientação de um material é muito importante, porque dependendo da orientação que está posicionado ele pode reagir diferente. Por exemplo, aqui na UFABC fazemos medidas campo magnética temos um equipamento chamado SQUID VSM**, que aplica um campo magnética no material e observa sua reação ao campo(farei ainda um post explicando esse tipo de medida). Existem materiais que reagem diferente(anisotropia) dependendo de sua orientação, ou seja, se você deixar sua amostra paralelo ou perpendicular ao plano terá resultados distintos.

Monocristal de MgO sua orientação é a mesma em todas direções.

O monocristal se tem essa vantagem de sua célula unitária ter mesma disposição em todo o material, todavia é um tipo de cristal muito difícil de crescer(sintetizar), pois como veremos a seguir os materiais que conhecemos tendem a serem policristalinos.


  • Policristais
Como provavelmente você deve está imaginando os policristais não há uma orientação para sua rede cristalina. As células unitárias estão em várias disposições, assim mostrado na figura seguinte. Porém, os materiais policristalinos estão por todo a parte no nosso cotidiano, pois para crescer e até mesmo fabricar em largas escala esse material não é difícil, como o cristal anterior. Seu, carro, bicicleta e até mesmo o ônibus que você pega há ligas de metais que são policristalinas.

Um material cristalino formado várias células unitárias e diferente disposições.

Mas para o estudo da matéria condensada os policristais não são tão interessantes assim, porque sem saber sua orientação certas medidas e observações não podem ser feitas, entretanto, muitas técnicas de crescimento utilizam pó de um material policristalino para chegar num material monocristalino.


  • Amorfos
Esse tipo material eu nunca estudei de perto, mas são materiais que temos relativamente o grande contato com eles. O maior exemplo de um material amorfo são vidros e a técnica de fabricação de vidro são umas das mais interessante que eu conheci até agora. Na antiguidade mais exatamente no Egito Antigo eles perceberam ao fundir areia(que possui quartzo na sua composição) e ao resfria-los rapidamente conseguiam materiais que eram quase transparente. Hoje temos diversas técnicas para vidro com diversos tipos de substância, como dióxido de silicio(SiO2), carbonato de sódio(Na2CO3) e carbonato de cálcio(CaCO3). Utilizando resfriamentos extremamente rápido quase um grau celsius por segundo, essa técnica chama-se Melt Spinning.

Diferença entre um material "cristal solido" e um material "amorfo solido" no nível microscópico.

  • Bolinho Feio Quasicristais 
Não entrarei em muito detalhes sobre tipo de cristal, porque ele é uma "anomalia" e já foi uma berração para muitos no passado, inclusive para o grande físico, Linus Pauling, que não faleceu rejeitando a ideia de quasicristais. No ano de 1982 o físico Dan Shechtman(laureado em 2011 com o nobel da química) estudando materiais amorfos(curioso) ele acabou desenvolvido o primeiro quasicristal da história, entretanto, por leis de simetrias e algumas outras teorias que funcionavam muito bem naquela época, ele foi preterido por quase toda acadêmia e Pauling até mesmo escreveu uma carta aberta para prestigiosa revista Nature assim criticar a "farsa dos quasicristais"
Todavia, nos anos seguintes diversos pesquisadores conseguiram crescer diferente tipos de quasicristais e na década de noventa uma nova formulação matemática explicaria a "quasiperiodicidade" desses materiais.

Particularmente uma das geometrias mais belas da natureza a "quasiperiodicidade".

Podemos definir monocristais, como cristais(materiais) que possuem nenhuma diferença de sua rede cristalina em relação a sua orientação, portanto suas células unitária é a mesma em quaisquer direção.

Monocristal x Policristal x Amorfo

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*Célula Unitária: é o menor agrupamento de átomos representativo de uma determinada estrutura cristalina específica.
** http://www.qdusa.com/products/mpms3.html // SQUID VSM Quantum Design.

Referencias:

Why are quasicrystals quasiperiodic - Walter Steurer - Chem Soc Rev, volume 41, number 20, 21/10/2012 - pages 6709-6848  // quase tenha interesse me deixe uma mensagem e eu manderei o pdf.

SOLUTION GROWTH OF INTERMETALLIC SINGLE CRYSTALS: A BEGINNER’S GUIDE. - Paul C. Canfield - Euroschool Article // também posso enviar o artigo.

Materials Science and Engineering an Introduction - William D. Callister, Jr. and David G.

http://www.doitpoms.ac.uk/tlplib/metal-forming-1/single_crystal.php // comenta um pouco mais da diferença entre monocristais e policristais.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

8 meses de ciência

Antes de Junho de 2014 eu só tinha entrado uma vez em laboratório. Numa excursão escolar para Universidade de São Paulo(USP), esse passeio envolvia uma visita ao um laboratório didático do departamento de Química. Fizemos um pequeno experimento determinar calorias(aquelas mesma que vem atrás dos rótulos) de um alimento. Esse dia com certeza marcou-me, mas ainda naquela época não pensava muito em ciência.

Voltando para o ano passado após ter começado minhas aulas aqui na UFABC, no segundo dia de aula resolvi procurar minha atual orientadora e fui aceito no grupo no mesmo dia. Contudo, eu não conseguir a bolsa de Iniciação Científica que é ofertada para os calouros(bixos) como incentivo a pesquisa chamada, Pesquisando Desde o Primeiro Dia (PDPD), mas eu decidi me voluntariar e apesar de péssimas experiências com voluntários minha orientadora decidiu me deixar participando do grupo.

Aqui onde tudo começou: primeiro artigo lido que falava sobre a fase 1-9-4.

Em outros post irei aprofundar-me sobre o que é monocristais e fase de um material, entretanto, tenha em mente que materiais possuem diagramas de fases que tentam determinar qual é estado(da matéria). Por exemplo, no diagrama de fase da água(próxima figura) é possível observar diferentes fases(estados) da água, sólido, líquido e gasoso. Também existindo no diagrama um ponto triplo que naquele único lugar terá três fases da água coexistindo.


Diagrama de fase da água.

Geralmente o(a) seu(sua) orientador(a) propõe o tema, pois eles possuem toda uma experiência e vida nesta área, além de que como já dito pela minha orientadora, eles professores sempre tentam motivar e cativar os alunos para área de pesquisa. Á visto disso é proposto trabalhos interessante, entretanto, algo mais simples e que tenha um certo respaldo tanto pela literatura, quanto pela experiência do próprio orientador. Contudo, ela(minha orientadora) tinha percebido minha tamanha curiosidade e deu uma certa liberdade para eu pesquisar, numa reunião do grupo uns dos pesquisadores comentou da fase 1-9-4 e como se havia na literatura sobre essa família. Busquei referencias e encontrei praticamente, exceto o artigo da primeira figura, no qual eu me basei para preparar minha apresentação que iria propor um projeto de PDPD no estudo daquela fase.

Agora imagine vocês essa situação: um aluno que acabara de entrar na universidade propor um trabalho de pesquisa científica. Por sorte minha orientadora gosta de desafios, pois para um primeiro projeto seria(foi) um grande desafio.

Para qualquer trabalho científica referencias são primordiais, pois começa do nada não é agradável. Além disso, você pode está gastando energia em algo que esteja totalmente explorado ou que não tenha utilidade alguma no ponto vista acadêmico e de sua área. Por consequência, levantamos(eu e a bolsista PIBIC-Jr. Kelly*) todas as referencias e estudamos o diagrama de fase, como no artigo(primeiro figura) eles tinha feita com o sistema ternário, Eu-Cu-Sn, minha orientadora teve ideia de trocar Eu pelo Yb, por algumas características que esses dois compostos compartilham é esperado que o sistema ternário Yb-Cu-Sn também exista.


"Se você não consegue suportar o fracasso terá dificuldade com a ciência."

Após todo estudo e várias conversas com a minha orientadora resolvemos fazer a primeira tentativa de crescimento. A nossa primeira tentativa foi: Yb Cu15 Sn7,5 e nada cresceu(sem existência de material). Posteriormente tentamos mais uma vez com algumas mudanças, como mudança de temperatura de resfriamento** e também um nova composição além daquela já mencionada, que foi o Yb Cu15 Ge7,5. Contudo, apenas os cristais com a segunda composição cresceram. Portanto, eu tinha "feito" o meu primeiro material depois dois fracassos seguidos. Claro que eu estava em êxtase, entretanto, a ciência é dura, divertida com certeza, só que dura!

O meu primeiro cristal: Yb Cu15 Ge7,5 -> Yb? Cu? Ge?.

Na área de materiais a identificação dos composto sintetizados é primeiro passo a se fazer, tudo bem você teve um grande trabalho para "fazer" o material, mas sem identificar o que exatamente ele é(sua fase) o processo de pesquisa e estudo não pode prosseguir. Bom, eu aprendi na pele essa lição, pois 3/4 do período que estou no grupo foi buscando identificar esse material. Porém, foi uma ótima lição vivenciar o trabalho que é pesquisar(estudar) e buscar a fase. Uns dos estudos que envolveram foi a difração de raio x que também irei tratar mais detalhadamente em outro post. Como também Networking que você acaba fazendo por "vagar" por diversos laboratórios em busca de auxilio.


No primeiro quadrimestre de 2015 minha orientadora pediu para eu e minha colega(Kelly) de laboratório recomeçar o ano de trabalho com alguns novos crescimentos. O sistema dessa vez era, o Yb - Mn - Sb, qual já tinha sido realizado por uma antiga aluna dela. Contudo, esse novo crescimento seria feito com Yb mais puro, pois teria como destino o Japão e também outros dois crescimentos com um sistema análogo. Assim tentamos desenvolver os compostos, Yb - Mn - Sb, Yb - Zn - Sb e Yb - Cd - Sb. Percebe-se que o manganês foi trocado por dois metais de transição(tem uma explicação atômica sobre isso, mas não cabe aqui). Com as composições iniciais de Yb10 Mn6 Sb13 Sn30,  Yb10 Zn6 Sb13 Sn30  e Yb10 Cd6 Sb13 Sn30. Todos cresceram cristais e a seguir mostrarei as fases encontradas.


  • Yb10 Mn6 Sb13 Sn30 -> Yb Mn2 Sb2:  Esperávamos essa fase, pois a Fernanda que fez iniciação científica com minha orientadora antes de mim, já tinha realizado esse crescimento antes.

Monocristal de Yb Mn2 Sb2 .


  • Yb10 Zn6 Sb13 Sn30 -> Yb9 Zn4.x Sb9:  Esse crescimento foi nossa maior surpresa porque essa fase só tinha dois artigos reportados. Quando fazemos algo dentro da ciência que literatura só tem um básico, se torna algo de potencial como aparentemente parecia com esse cristal. Porém, nem sempre a vida é justa o mesmo vale para vida na ciência. Um dos artigos reportados era de um grupo de físicos com parceira de um químico chamado Bobev todos de Los Alamos. Nesse artigo eles apenas não descobrem essa fase, mas como caracteriza todo o monocristal. Infelizmente não tinha muito o que fazer.

Monocristal de Yb9 Zn4.x Sb9 

  • Yb10 Cd6 Sb13 Sn30  ->  Yb? Cd? Sb?:   Esse composto com cádmio(que tem toxidade relevante) deveria ter uma fase 1-2-2 assim como do manganês, entretanto, a fase não é essa e ainda estamos procurando a fase correta.  

Monocristal de Yb? Cd? Sb? 


Esses foram meus resultados nesses oito meses que estou trabalhando no GMQ. Foram ótimos meses, duros por diversos motivos sim, mas nunca me divertir  tanto quando nesses últimos, também o quanto eu aprendi e alimentei minha curiosidade. Apenas deixando um último tópico que sobre minhas perspectivas futuras:

•Estudos sobre as técnicas de medições empreendidas no PPMS e no SQUID VMS;

•Identificação do GMQ 249 e 261 posteriormente sua caracterização;

Inicio do estudo e pesquisa sobre a Física do Estado Solido;

Aplicação para Bolsa de Iniciação Científica CNPq-UFABC PIBIC


Crescimentos de Quasicristais,


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* Kelly Kishimoto bolsista do CNPq PIBIC-Jr.
** Tipos de rampas de temperaturas:




Links interessantes e referências:


H. Okamoto: Desk Handbook – Phase Diagrams for Binary Alloys, ASM International, Materials Park, OH, USA 2000.   // Todos diagramas binários que você pode imaginar
http://gmq.ufabc.edu.br/ // Grupo de matérias quânticos da UFABC.